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Marie Curie – Lugar de mulher é no laboratório!

marie curie

Quem vê meninas brincando com panelinhas e xicarazinhas quase sempre pensa que ali está uma futura dona de casa muito prendada. Mal sabem que elas podem estar brincando de descobrir a cura de uma doença ou um novo elemento químico. Se a indústria de brinquedos ainda não se deu conta de que garotas adorariam levar suas bonecas para o laboratório, pode ter certeza que, desde sempre, elas foram mestres no improviso para ensaiar seus sonhos. Isso porque os laboratórios e seus tubos de ensaio e microscópios combinam em muito com as mulheres. Uma das pioneiras no estudo da radioatividade, a polonesa Marie Curie dividia o laboratório com seu marido, Pierre, mas ao contrário de muitas de suas contemporâneas, não viveu na sombra do homem da casa.

Ela ganhou dois –DOIS! – prêmios Nobel, um de física e outro de química e o elemento Cúrio tem esse nome em sua homenagem. O filme Madame Curie, de 1943 e dirigido por Mervyn Leroy, conta um pouco da trajetória da moça e foi indicado a sete Oscar!

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Marie Curie!

E por falar em cinema, tem diva na ciência. Hedwig Eva Maria Kiesler nasceu em Viena, filha de pais judeus e estudou balé e piano na juventude. Porém, o mundo a conheceu como Hedy Lamarr, em filmes como Flor do Mal, de Edgar G. Ulmer, e Sansão e Dalila, de Cecil B. DeMille. Mas e a ciência, entra onde nisso tudo? Lamarr inventou o sistema que serviu de base para os telefones celulares. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela criou um sofisticado aparelho de interferência em rádio para despistar radares nazistas. Ou seja, seu smartphone tem tudo a ver com uma estrela de cinema!

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Hedy Lamarr!

Marie Curie e Hedy Lamarr são duas que representam muitas!

Estes dois exemplos são apenas uma partícula da descoberta que algumas pessoas estão fazendo só agora, décadas depois que os primeiros passos do movimento feminista foram dados, no período da Revolução Industrial. As sufragistas, espécie de avós do feminismo, lutavam pelo voto não apenas para colaborarem com os rumos da sociedade em que viviam, mas para participarem dela de maneira ativa, já que, até então, as funções das mulheres estavam ligadas apenas aos afazeres domésticos. Da porta para a fora, quem decidiam eram os homens. Procuraram no voto, que era proibido até 2015 (!) na Arábia Saudita, uma chance de terem voz numa sociedade que insistia em vê-las como incapazes de tomarem decisões sem uma ajuda masculina.

Pesquisando no laboratório, correndo maratona, desenhando quadrinhos, dirigindo filmes, descobrindo fórmulas, calculando juros, jogando bola, compondo músicas, pilotando aviões, programando ou criando filhos livres numa casa no campo. Mulher pode uma coisa só: fazer o que ela quiser.

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