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Liga da Justiça – Defendendo o mundo há cinco décadas!

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A Liga da Justiça é o super-grupo de super-heróis mais conhecido do mundo! Reunindo os maiores ícones das fileiras dos encapuzados, eles representam o que a galera de capa tem de melhor. Mas, sendo um conjunto de personagens já quinquagenário, eles tiveram diversas formações – algumas bem diferentes das quais estamos acostumados.

A formação clássica reúne Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Aquaman e o Caçador de Marte (que, graças as maravilhosas traduções brasileiras, durante muito tempo foi conhecido como Ajax por aqui). Mas essa, por incrível que pareça, não é a formação original do grupo. Na verdade, era praticamente a mesma coisa, com uma pequena diferença: os dois pesos-pesados, os favoritos da galera, Superman e Batman, não estrelaram nas primeiras aventuras da equipe.

Isso porque, em 1960, quando a revista The Brave and the Bold #28 apresentou o grupo para o mundo, os dois heróis vendiam muito mais do que os outros, e o então editor Julius Schwartz pediu para o escritor Gardner Fox valorizasse os outros heróis, para tentar alavancar suas vendas. Dessa forma, embora tecnicamente até fizessem parte da Liga, os homens de Aço e Morcego raramente apareciam para salvar o dia junto, tornando o grupo ativo formado pelos cinco restantes. Maior prova disso, é que são justamente eles a estrelar a capa da TBATB #28, enfrentando Starro, a estrela-do-mar conquistadora espacial (porque… bem, quadrinhos).

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A primeira aparição da primeira formação da Liga da Justiça!

A Liga era uma tentativa de ressuscitar o espírito do primeiro super-grupo dos quadrinhos, a Sociedade da Justiça, que era formada por heróis da chamada Era de Ouro, que foi de 1938 até 1956. Como esses heróis haviam se tornado “datados”, na opinião do editor Schwartz, era preciso moderniza-los antes de reapresenta-los ao público. Não somente isso, mas no início da Guerra Fria os quadrinhos também foram bastante perseguidos por alguns moralistas americanos que os consideravam “subversivos” e perigosos para as crianças – influenciando a decisão de abandonar algumas velhas versões dos super-heróis.

As mudanças mais drásticas ocorreram com o Lanterna Verde e o Flash, que tiveram não apenas os seus uniformes redesenhados, mas também tiveram suas identidades alteradas – saíram Alan Scott e Jay Garrick, respectivamente, e entraram Hal Jordan e Barry Allen, as duas versões mais veneradas dos personagens pelos fãs de quadrinhos até hoje; o que também ajudou a tornar a Liga da Justiça o grupo de super-heróis mais popular dos quadrinhos durante muito tempo. A fórmula de sucesso da Liga permaneceu a mesma durante um bom tempo. Entretanto, no começo dos anos 60, a Marvel introduziu seu próprio super-grupo de heróis, Os Vingadores.

A questão é que os Vingadores atingiram rápida popularidade muito por conta do seu modelo de histórias – seguindo o padrão Marvel, esses heróis, apesar de poderosos, tinham problemas e ambições pessoais, o que fazia com que muitas vezes eles entrassem em conflito. Na prática, em termos editoriais, isso significava que qualquer personagem podia fazer parte dos Vingadores, ao contrário da Liga, que tinha uma formação estática. Assim, ali na metade dos anos 60, a DC, que publica a Liga, começou a se mexer, e seus membros começaram a mudar – padrão que se mantém até hoje.

A Liga da Justiça ainda é a maior referência entre os grupos super-heróicos

Mesmo assim, com muitas idas e vindas, esses sete membros ainda formavam a base da Liga. Curiosamente, durante muito tempo, o principal membro era o Caçador de Marte – justamente por ser aquele com menor apelo próprio fora das histórias do grupo. Até por isso, de cerca de dez anos para cá, ele não faz mais parte regular da Liga nos quadrinhos, tendo sido substituído, na formação básica, pelo Ciborgue.

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A formação considerada clássica – Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman, Lanterna e Caçador.

Muito do sucesso da Liga também se deve às adaptações para outras mídias – principalmente os desenhos animados. Durante mais de dez anos, entre 73 e 86, os Superamigos da Hanna-Barbera cuidaram da tarefa de manter o grupo na memória da criançada – muito embora alguns dos seus membros tenham sido criados exclusivamente para a TV, como os Super-Gêmeos e o Chefe Apache. O desenho não era lá muito dinâmico, e figurava alguns elementos meio bizarros – repito: Chefe Apache – mas, afinal, era voltado para crianças, e elas adoravam.

Entretanto, aquela que é considerada quase que unanimemente como a melhor adaptação da Liga – melhor inclusive que muitos dos quadrinhos – é a versão de 2001, dos criadores Bruce Timm e Paul Dini. Ali, a formação básica também foi alterada, para favorecer um pouco mais de diversidade – sai o Aquaman e entra a Mulher-Gavião; sai o Lanterna Verde Hal Jordan, um homem branco, e entra o Lanterna Verde John Stewart, negro. As mudanças não somente foram pouco sentidas, como são até mesmo valorizadas: Stewart é o Lanterna favorito de muita gente por causa do desenho.

A primeira temporada figurava apenas os sete, mas era extremamente divertida. A partir da segunda temporada, o desenho muda seu nome de Liga da Justiça para Liga da Justiça Sem Limites, onde a equipe decide expandir suas fileiras, agregando praticamente todo herói disponível na Terra. Para quem pensava que isso podia virar uma bagunça, ledo engano: a série só melhorou de qualidade, e apresentou algumas das histórias mais impactantes dos heróis, fazendo com que ele fosse adorado por crianças e adultos. A série durou até 2006, e deixou muitos fãs saudosos.

A Liga voltou para o centro das atenções do grande público após o anúncio e lançamento da versão cinematográfica em 2017, pelas mãos dos diretores Zack Snyder e Joss Whedon. A formação básica é parecida com aquela das HQ’s recentes, com Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Aquaman e Ciborgue. Embora não tenha sido um sucesso de público e crítica, a versão tem seu charme; afinal, pra bem ou pra mal, é a primeira vez que os heróis favoritos de muita gente estão reunidos ali na telona. Com a promessa de mais algumas continuações vindo aí, só podemos desejar que elas atinjam todo o seu potencial e nos mostrem a Liga da Justiça que todos queremos ver!

Ah, existe um filme incrível da Liga feito para a TV em 97, que deveria ter servido como piloto para uma série. Com uniformes feitos da melhor borracha, o grupo é liderado por um Caçador de Marte fora de forma; tem entre seus membros heróis classe C, como Gelo e Fogo (que é brasileira!); e enfrentam o Mago do Tempo como vilão (é sério). É tão ruim quanto vocês podem imaginar. Vocês precisam assistir.

Aqui, um trechinho pra vocês:

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